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Classificação Científica

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Passeriformes
Subordem: Passeri
Parvordem: Passerida
Família: Thraupidae
 Cabanis, 1847
Subfamília: Sporophilinae
 Ridgway, 1901
Espécie: S. palustris

Nome Científico

Sporophila palustris
(Barrows, 1883)

Nome em Inglês

Marsh Seedeater


Estado de Conservação

(IUCN 3.1)
Em Perigo

Fotos Sons

Caboclinho-de-papo-branco

O caboclinho-de-papo-branco é uma ave passeriforme da família Thraupidae.

Como todos os outros membros do gênero Sporophila, pode ser chamado de “papa-capim” acompanhado de algum outro adjetivo. Sporo é semente e, phila provem de phyllo que significa afinidade. seriam realmente os “que tem afinidade com sementes” ou “papa-capim”. O termo palustris é relacionado à ambientes brejosos, pantanosos, ou em português, palustre. Possivelmente essa denominação é relacionada ao ambiente utilizado preferencialmente pela espécie, observado durante o processo de descrição.

Nome Científico

Seu nome científico significa: do (grego) sporos = semente, sementes; e phila, philos = amigo, aquele que gosta de; e do (latim) palustris, palus, paludis = pântano, pantanoso. ⇒ (Ave) do pântano que gosta de sementes.

Características

Mede 9,6 cm. de comprimento. Espécie rara e pequena. O macho imaturo apresenta manto pardo e papo “sujo” de branco.

As fêmeas dos caboclinhos em geral são pardas e muito semelhantes entre si, dificultando a identificação de cada espécie e possibilitando a mestiçagem.

Variação de Sporophila palustris "ZELICHI"

Subespécies

Espécie monotípica, não possui subespécies.

Alimentação

Granívoro.

Reprodução

Cada ninhada geralmente tem entre 2 e 3 ovos, tendo de 2 a 4 ninhadas por temporada. Os filhotes nascem após 13 dias.

Hábitos

Habita campos sulinos, pantanal e cerrado em áreas abertas como banhados e capinzais úmidos e ricos em espécies sementíferas. Ocupa áreas de até 1.100 m de altitude. O S. palustris é uma espécie considerada membro regular de bandos mistos de Sporophila.

Sabe-se que os registros de indivíduos ao norte de sua distribuição correspondem, possivelmente, a migrantes de inverno. No Cerrado e Pantanal são registrados nos meses em que não desenvolvem suas atividades reprodutivas (Ridgely & Tudor, 1989; Sick, 1997; Machado et al., 2005; Machado, 2008). Ocorrência no Estado de São Paulo é ocasional, podendo aparecer indivíduos vagantes e/ou migrantes.

Distribuição Geográfica

No Brasil, ocorre na região central, nos estados de Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, passando por Minas Gerais, sul da Bahia, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul. Provavelmente ocorre nos estados do Tocantins e Santa Catarina. A espécie é também encontrada na Argentina, Paraguai e Uruguai (Ridgely & Tudor 1989; Sick, 1997; Machado, 2008).

Referências

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